domingo, 13 de maio de 2012

FOTOSSÍNTESE


A fotossíntese significa etimologicamente síntese pela luz. Excetuando as formas de energia nuclear, todas as outras formas de energia utilizadas pelo homem moderno provêm do sol. A fotossíntese pode ser considerada como um dos processos biológicos mais importantes na Terra. Por liberar oxigênio e consumir dióxido de carbono, a fotossíntese transformou o mundo no ambiente habitável que conhecemos hoje. De uma forma direta ou indireta, a fotossíntese supre todas as nossas necessidades alimentares e nos fornece um sem-número de fibras e materiais de construção. A energia armazenada no petróleo, gás natural, carvão e lenha, que são utilizados como combustíveis em várias partes do mundo, vieram a partir do sol via fotossíntese. Assim sendo, a pesquisa científica da fotossíntese possui uma importância vital. Se pudermos entender e controlar o processo fotossintético, nós saberemos como aumentar a produtividade de alimentos, fibras, madeira e combustível, além de aproveitar melhor as áreas cultiváveis. Os segredos da coleta de energia pelas plantas podem ser adaptados aos sistemas humanos para fornecer modos eficientes de aproveitamento da energia solar. Essas mesmas tecnologias podem auxiliar-nos a desenvolver novos computadores mais rápidos e compactos, ou ainda, a desenvolver novos medicamentos. Uma vez que a fotossíntese afeta a composição atmosférica, o seu entendimento é essencial para compreendermos como o ciclo do CO2 e outros gases, que causam o efeito estufa, afetam o clima global do planeta. Veremos logo abaixo como a pesquisa científica em fotossíntese é importante para a manutenção e elevação da nossa qualidade de vida.

Fotossíntese e o Alimento

Todas as nossas necessidades energéticas nos são fornecidas pelos vegetais, seja diretamente, ou através dos animais herbívoros. Os vegetais por sua vez, obtém a energia para sintetizar os alimentos via fotossíntese. Embora as plantas retiram do solo e do ar a matéria-prima necessária para a fotossíntese, a energia necessária para a realização do processo é fornecida pela luz solar. Entretanto, a luz solar per si não é uma energia muito útil, visto que ela não gera trabalho, isto é, não podemos mover motores utilizando a luz como tal (pelo menos com a atual tecnologia e aqui na Terra); além disso, ela não pode ser armazenada. Para ser plenamente utilizada, a energia solar deve ser convertida em outras formas de energia. E é exatamente isso que ocorre na fotossíntese, as plantas convertem a energia solar em formas de energia que podem ser armazenadas e utilizadas posteriormente.
Um dos processos mais importantes da fotossíntese é a utilização da energia solar para converter o dióxido de carbono atmosférico em carboidratos, cujo subproduto é o oxigênio. Posteriormente, se a planta assim o necessitar, ela pode utilizar a energia armazenada nos carboidratos para sintetizar outras moléculas. Nós fazemos o mesmo, todas as vezes que comemos, parte do alimento é oxidado a gás carbônico e água para aproveitar a energia armazenada nos alimentos. Isso ocorre durante a respiração. Assim, se não há fotossíntese, não há alimento para a grande maioria das formas de vida heterotróficas.
Entretanto, a pesquisa científica em fotossíntese, mostrou-nos que o processo fotossintético é relativamente ineficiente. Por exemplo, a eficiência de ganho de carbono em um campo de milho durante a época de crescimento é apenas de 1 a 2 % da energia solar incidente. Nos campos não cultivados, a eficiência é de apenas 0,2 %. A cana-de-açúcar possui uma eficiência de 8 %. A maior fonte de perda da energia solar pelos vegetais é a fotorrespiração. Se pudermos entender a fotossíntese, poderemos alterá-la através das modernas técnicas de biologia molecular, tornando as plantas mais eficientes, aumentando assim a sua produtividade. Poderemos ainda desenvolver hebicidas específicos para as chamadas "ervas daninhas", mas que sejam inócuos para a vida animal e para o vegetal que desejamos cultivar.

Ciclo de conversão de energia na biosfera
A Fotossíntese e a Energia

A celulose é um dos produtos da fotossíntese que constitui a maior parte da madeira seca. Quando a lenha é queimada, a celulose é convertida em CO2 e água com o desprendimento da energia armazenada em sua estrutura. Assim como na respiração, a queima de combustíveis libera a energia armazenada para ser convertida em formas de energia útil; por exemplo, quando queimamos álcool nos nossos automóveis, estamos convertendo a energia química em energia cinética. Além do álcool que é amplamente utilizado no Brasil como combustível, no norte do país o bagaço de cana é largamente empregado para gerar energia nas usinas de beneficiamento da cana de açúcar. O petróleo, o carvão e o gás natural são exemplos de combustíveis utilizados no mundo moderno, que tiveram a sua origem na fotossíntese. Portanto, muitas das nossas necessidades energéticas provém da fotossíntese e a sua compreensão pode levar a uma maior produtividade dessas formas de energia.
O conhecimento obtido a partir da pesquisa científica da fotossíntese, também pode ser utilizado para aumentar a produção energética de uma maneira mais direta. Embora o processo global da fotossíntese seja ineficiente, as etapas iniciais de conversão de energia radiante (luz solar) em energia química são muito eficientes. Se entendermos os processos físicos e químicos da fotossíntese, poderemos construir tecnologias de alta eficiência na conversão da energia. Hoje nos laboratórios, os cientistas já podem sintetizar centro de reações tão eficientes ou mais que os naturais, em termos de quantidade de energia radiante convertida e armazenada na forma de energia elétrica ou química.

A Fotossíntese, as Fibras e os Materiais

Hoje em dia fala-se muito em reciclagem de papel como forma de se evitar a degradação do ambiente, seja no acúmulo de dejetos, seja na preservação das florestas. A matéria-prima do papel é a celulose e a partir desta, uma gama de materiais são sintetizados com as mais diversas finalidades: roupas, filtros, fibras naturais e artificiais e vários outros polímeros derivados da celulose. Outros materiais que têm como origem a fotossíntese são a borracha natural, as borrachas sintéticas, os preservativos, os pneus, os plásticos e muitos outros derivados de petróleo. A Fotossíntese e o Ambiente Atualmente há uma discussão em torno do efeito estufa que seria causado pelo CO2 entre vários outros gases. Como fora dito anteriormente, durante a fotossíntese, CO2 é convertido em carboidratos e outros compostos, com a produção de O2. Da mesma forma, quando respiramos ou quando queimamos combustíveis, nós convertemos estes compostos novamente em CO2 e água com o concomitante consumo de O2. Na nossa sociedade atual, toneladas de combustíveis fósseis são queimados todos os dias, de forma que todo o CO2 que fora fixado pelo processo de fotossíntese durante milhões de anos, está sendo recolocado na atmosfera. Este aumento na concentração de CO2 irá afetar a nossa atmosfera. Entretanto algumas perguntas são colocadas e que permanecem sem respostas. Qual será a extensão desta mudança? Essa mudança será prejudicial ou benéfica? As respostas para essas perguntas dependerá grandemente da fotossíntese que ocorre nas plantas terrestres e aquáticas. Sabemos que a fotossíntese consome o CO2 e produz O2, todavia as plantas respondem à quantidade de CO2 disponível. Algumas plantas crescem mais rapidamente em um ambiente rico em CO2 (as plantas de metabolismo C3), outras não necessitam de uma concentração elevada de CO2 para o seu crescimento (plantas de metabolismo C4) . A compreensão dos efeitos dos gases que causam o efeito estufa requer um conhecimento maior da interação do reino vegetal com o CO2. Felizmente, com a compreensão da fotossíntese poderemos construir equipamentos que poderão nos fornecer energia, cujo único subproduto será o calor. A implementação de tal tecnologia nos ajudará a prevenir a poluição na sua origem. A Fotossíntese e a Eletrônica À primeira vista, a fotossíntese tem pouca ou nenhuma associação com a eletrônica, entretanto há potencialmente uma forte conexão entre esses dois campos do conhecimento. Hoje, procuram-se desenvolver tecnologias de transmissão de informação que sejam mais rápidas e compactas possíveis, chegando-se até à dimensão molecular (nanotecnologia). Procuram-se substituir os elétrons pela luz nos processos de transmissão de informação, como hoje já é feito nos cabos de fibra óptica na telefonia. É neste ponto em que se faz a interface entre os dois campos de conhecimento, a fotossíntese e a eletrônica. Ao compreendermos como as plantas absorvem luz e como controlam o movimento desta energia absorvida, da antena para os centros de reação e como converter a luz em energia elétrica e finalmente em energia química, nós poderemos construir computadores em escala molecular. De fato, vários elementos lógicos baseados nos centros de reação artificial, tem sido apontados na literatura científica. A Fotossíntese e a Medicina A luz pode ser altamente maléfica se não for devidamente controlada, temos como exemplos os inúmeros casos de câncer de pele. As plantas tem que absorver luz com o mínimo de dano para ela mesma. A compreensão das causas dos danos causados pela luz e os mecanismos naturais de proteção, pode beneficiar-nos em áreas alheias à fotossíntese como a medicina. Por exemplo, algumas substâncias como a clorofila tendem a localizar-se em tecidos tumorosos. A iluminação destes tumores causaria um dano fotoquímico, que poderia matar o tumor sem conseqüência para o tecido são. Outra aplicação médica é a utilização de substâncias semelhantes à clorofila para delinear a área cancerígena do tecido são. Danos fotoquímicos ao tecido são não ocorrem pois, os princípios da fotossíntese foram utilizados para converter a energia absorvida em calor. A Descoberta da Fotossíntese Na primeira metade do século 17, o médico van Helmont cresceu uma planta em um jarro com terra e regou a planta somente com água da chuva. Ele observou que após 5 anos, a planta tinha crescido bastante, mas a quantidade de terra no jarro quase não decresceu. Van Helmont concluiu que o material utilizado pela planta para o seu crescimento veio da água utilizada para regá-la. Em 1727 o botânico inglês Stephan Hales observou que as plantas usavam principalmente o ar como fonte de nutrientes para o seu crescimento. Entre 1771 e 1777, o químico Joseph Priestly descobriu que quando ele colocava uma vela no interior de um jarro emborcado, a chama extinguia-se rapidamente sem que a cera fosse completamente consumida. Posteriormente ele observou que se um camundongo fosse colocado nas mesmas condições ele morreria. Ele mostrou então que o ar que fora "viciado" pela vela e pelo camundongo, poderia ser restaurado por uma planta. Em 1778, Jan Ingenhousz repetiu os experimentos de Priestly e observou que era a luz a responsável pela restauração do ar. Ele observou também que somente as partes verdes da planta tinha essa propriedade. Em 1796, Jean Senebier mostrou que o CO22, mas também devido a incorporação da água. era quem "viciava" o ar e que o mesmo era fixado pelas plantas durante a fotossíntese. Logo em seguida, Theodore de Saussure mostrou que o aumento da massa das plantas durante o seu crescimento não poderia ser devido somente à fixação de CO.
Assim a reação básica da fotossíntese foi concluída: nCO2 + nH2O + luz --- (CH2O)n + nO2 onde n é o número de mol das espécies moleculares envolvidas. Os Fatores Limitantes da Fotossíntese Os fatores que influenciam a fotossíntese podem ser externos e internos ao organismo. Como fatores internos podem ser citados as estruturas das folhas e dos cloroplastos, o teor de pigmentos, o acúmulo de produtos da fotossíntese no interior do cloroplasto, a concentração de enzimas e a presença de nutrientes. Como fatores externos podem ser citados a luz, a temperatura, a salinidade, o grau de hidratação e a pressão parcial de CO2. A compreensão, de como cada um destes fatores e seus efeitos sinérgicos afetam a fotossíntese, torna-se mandatória quando almeja-se minimizar os seus efeitos adversos, a fim de se obter uma maior produtividade. O aumento da temperatura induz a curto prazo: O aumento da atividade fotossintética; Aumento da atividade respiratória; Diminuição da eficiência catalítica da RuBisCo; Aumento das irradiâncias de compensação e saturação da fotossíntese; Diminuição da eficiência fotossintética.Os efeitos a longo prazo do aumento da temperatura são:
Há uma relação inversa entre a capacidade fotossintética (atividade fotossintética máxima em luz saturante) e a temperatura de crescimento; Aumento na fluidez de membrana; Aumento da atividade enzimática das enzimas do ciclo de Calvin; Aumento do teor de pigmentos, do número e do tamanho das unidades fotossintéticas, Aumento da eficiência fotossintética e da biomassa; Diminuição das irradiâncias de compensação e de saturação da fotossíntese; Diminuição da atividade respiratória e do estímulo da atividade fotossintética à temperatura. Entretanto, existem dados na literatura de invariabilidade da eficiência fotossintética de alguns organismos em relação à temperatura de crescimento. Podem ser citados os seguintes efeitos da qualidade espectral nos organismos fotossintetizantes:
Variação da capacidade fotossintética; Alteração do teor e da composição de pigmentos; Mudança na estequiometria dos fotossistemas, do tamanho e/ou da densidade das unidades fotossintéticas; Modificação da atividade catalítica das enzimas do ciclo de Calvin e do transporte de elétrons fotossintéticos; Mudança na anatomia das folhas.Efeitos da taxa de iluminação (Irradiância) De um modo geral uma planta aclimatada a um ambiente de baixa irradiância (condição de sombra) possui as seguintes características quando comparada a uma planta aclimatada a um ambiente de alta irradiância (condição de sol): Menor atividade respiratória; Menor capacidade fotossintética; Menor razão Clorofila a/pigmentos acessórios; Menor seção transversal de absorção dos pigmentos; Menor concentração das enzimas do transporte de elétrons fotossintético e do ciclo de Calvin; Menores pontos de compensação e saturação fotossintética; Menor taxa de crescimento específico; Maior teor de pigmentos; Maior rendimento quântico de produção de O2 em luz limitante; Maior tamanho e/ou número das unidades fotossintéticas. As folhas dos vegetais aclimatados à alta irradiâncias são mais grossas e opticamente mais densas que as folhas aclimatadas à baixas irradiâncias; A quantidade de tecido não fotossintético é maior, e conseqüentemente, a razão Chl a/biomassa é inferior nas plantas de sol; As plantas de sombra são mais susceptíveis à fotoinibição.O Aparato Fotossintético O aparato fotossintético está localizado em membranas especializadas chamadas de tilacóides. Nas cianobactérias, os tilacóides distribuem-se de forma concêntrica ou irregular no citossol da periferia para a região central da célula. Nos organismos fotossintetizantes eucariotas os tilacóides situam-se no interior de uma organela especializada chamada de cloroplasto. Nos vegetais superiores, os cloroplastos estão envoltos por uma dupla membrana, conhecida como envelope e no seu interior, os tilacóides estão dispostos em regiões de alta densidade, chamada de grana, e uma outra de baixa densidade, conhecida como lamela. A matriz que cerca os tilacóides é conhecida como estroma. Nas macroalgas os cloroplastos podem variar de forma e tamanho e a disposição dos tilacóides no seu interior, varia de acordo com o grupo de macroalgas. Nas algas vermelhas, os tilacóides estão dispostos individualmente e paralelamente distando entre si aproximadamente 20 nm. Nas feofíceas os cloroplastos são envoltos por uma membrana do retículo endoplasmático, além do envelope encontrados em plantas e as membranas tilacóides estão dispostas em grupos de três distando entre si de 2-4 nm. Nas algas verdes os tilacóides podem estar em grupos de 2-6 e, em muitas espécies, os tilacóides apresentam regiões granal e estromática como em plantas superiores.
Os Pigmentos Fotossintéticos A fotossíntese ocorre pela absorção da luz na faixa de 400-700 nm por pigmentos fotossintéticos, quais sejam, clorofila, carotenóides e em alguns casos as bilinas. Esta faixa do espectro, que é utilizada pelos vegetais como fonte de energia para as suas atividades metabólicas, é comumente chamada em fisiologia de plantas de Radiação Fotossinteticamente Ativa (PAR, do inglês Photosynthetically Active Radiation). A Densidade de Fluxo de Fótons (PPFD, do inglês Photosynthetic Photon Flux Density), cuja unidade é µmol de fótons.m-2.s-1, expressa a irradiância nesta faixa do espectro. Entretanto, outras terminologias como Candela e Lux também são utilizadas em menor freqüência.

Adaptações Reprodutivas dos Seres Vivos


"Ser vivo é que aquele que nasce, cresce, reproduz-se e morre". Essa é uma definição tradicional para ser vivo, muitas vezes utilizada para diferenciar os seres vivos de outros elementos da natureza, como os minerais, por exemplo. Mas nem todo ser vivo nasce, cresce, reproduz-se e morre, cumprindo necessariamente todas estas etapas. É certo os seres vivos nascem e morrem. Mas muitos podem morrer sem crescer, por ficarem doentes ou por serem devorados enquanto ainda são larvas ou filhotes. E outros podem morrer sem ter se reproduzido, apesar de terem se tornado adultos.
A reprodução é um aspecto principal da vida, assim como nascer e morrer. Através da reprodução os indivíduos, apesar de morrerem como indivíduos, permanecem de alguma forma nas gerações seguintes. Alguns seres vivos se reproduzem simplesmente se dividindo ao meio, como é o caso de bactérias e protozoários. Quem é o pai, quem é a mãe ou o filhote? Essa pergunta não cabe aqui. Porque não há feminino ou masculino. E, neste caso, o ser que dá origem aos dois que surgem, ainda faz parte de cada um deles. Este tipo de reprodução é chamada de reprodução assexuada.
Mas para grande parte dos seres vivos existentes a reprodução tem a ver com sexo ou ao menos com feminino e masculino. Macho e fêmea, em conjunto, darão origem a outro indivíduo ou a uma nova geração de indivíduos. Mas, dividir-se ao meio não seria uma forma mais simples e rápida de reprodução? Por quê, então, muito seres gastam tanta energia com a produção de gametas (óvulos e espermatozóides) ou com conquista de um parceiro? Porque este tipo de reprodução se tornou tão comum na natureza? Vamos ver que a reprodução sexuada apresenta algumas vantagens para a sobrevivência das espécies.
Vamos, portanto, compreender como a reprodução sexuada, (que requer dois indivíduos) se diferencia da reprodução assexuada (em que apenas um indivíduo basta).
E vamos compreender quais são as vantagens e desvantagens de cada um desses tipos de reprodução. Ao longo da matéria vamos focar mais atenção em detalhes sobre a reprodução sexuada, aprendendo um pouco mais sobre seu papel na evolução das espécies. Também vamos ver algumas curiosidades deste processo.

A importância da Química



A química sempre assustou as pessoas, não pela sua complexidade, visto que se trata de uma matéria simples, mas sim pelo emprego errado do termo química.
A palavra "química”, algumas vezes é referida como uma coisa ruim, mas não é bem assim, as pessoas acham que a química está em produtos perigosos, tóxicos, ou venenosos, ela está realmente, mas não é só nessas coisas que ela está.
Às vezes, donas de casa vão até o supermercado para comprar algumas verduras e frutas, e lá chegando encontram pessoas também comprando as frutas e as verduras e essas pessoas falam, "nossa como essas frutas estão bonitas, principalmente estes morangos, mas é uma pena que estão cheios de 'química', a 'química' dessas frutas pode até matar uma pessoa.”.
Isso é real, muitas frutas, às vezes, possuem grandes quantidades de agrotóxicos e outros produtos químicos 'pesados', mas isso é, geralmente, necessário para que as frutas de clima frio se adaptem ao nosso clima tropical.
Muitas pessoas conhecem a Química como ciência e sabem que ela é extremamente importante para a vida no nosso planeta, se os reagentes e produtos químicos não existissem seria muito difícil existir vida na Terra ou em qualquer outro lugar do universo, para ser mais preciso, nem mesmo o nosso sistema solar existiria, o sol também não existiria, visto que nele ocorrem a cada segundo, milhões de reações de fusão nuclear que na verdade também é reação química.
Reação química é toda reação entre dois produtos dando origem a um produto diferente dos iniciais, se isso ocorrer então ocorreu reação química, sendo assim pode-se perceber que a química está no dia-a-dia das pessoas mais do que elas imaginam, pois quando ela acorda, pela manhã, o seu organismo irá realizar inúmeras reações químicas, sem mesmo a pessoa saber ou querer, só para ilustrar o sulco nasal ou o que fica nos olhos é um produto de reações químicas que ocorreram durante a noite ou durante o dia no organismo da pessoa. Essa pessoa então levanta e se dirige em direção ao banheiro, para essa pessoa chegar até o banheiro ela necessitou de energia para realizar um trabalho e de onde veio essa energia? Chegando ao banheiro a pessoa abre a torneira que geralmente é de algum metal ou até mesmo de plástico que são também químicas.
Deu para notar que a química está no dia a dia de qualquer pessoa, quer ela queira ou não, se a pessoa morre, ela geralmente será enterrada ou cremada, se ela for cremada seu corpo entrara em combustão, que nada mais é que uma reação química muito comum, na química, por outro lado se a pessoa preferir ser enterrada, ela sofrerá mais reações químicas do que se fosso queimada, pois o corpo humano é matéria orgânica, ou seja, serve também de alimento para outros seres vivos, sendo assim nem mesmo morta uma pessoa estará livre da química, porém uma pessoa fala que se ela então fosse para a Lua, ela não estaria tão dependente da química como está aqui. Erro crucial dessa pessoa, pois se ela for para a Lua aí sim que ela dependerá mais da química, isso de forma muito mais racional, pois lá não existe atmosfera, que é uma concentração de gases que de certa forma protege o nosso planeta, então essa pessoa necessitaria de tubos de oxigênio, sem falar nas roupas que ela estaria sujeita e obrigada a usar.
Sendo assim dá para perceber que a química está em quase tudo que se vê e até em muitas coisas que não dá para ser vistas, ou seja, a Química está não só em nosso planeta, mas sim em todo o universo.
O grande desenvolvimento do nosso planeta em diversas áreas é devido principalmente ao desenvolvimento e utilização da química que é hoje uma ciência nova, mas de importância fundamental para o desenvolvimento, proteção e até mesmo destruição de nosso planeta.
Alguns países já utilizam as reações químicas para provocar morte e destruição, um exemplo da utilização errada desta ciência, foi a utilização da bomba atômica que caiu sobre duas cidades japonesas, durante a Segunda guerra mundial. Algumas pessoas falam que a bomba atômica é uma coisa que a Física estuda sim isso é verdadeiro, mas a química também estuda e estuda pelo lado químico da coisa, que seria as reações que ocorrem dentro e também as possíveis reações que pode provocar um impacto deste tamanho em uma cidade, em uma pessoa.
O meio ambiente também está nas "mãos" da Química, visto que são os inúmeros produtos químicos que poluem os rios, lagos, florestas, e cidades do nosso planeta, mas também é desta ciência que vem a ajuda, ou seja, a solução para muitos desses problemas com poluição e degradação do meio ambiente.
A Química é uma ciência nova, entretanto tem grande responsabilidade sobre o nosso mundo, pois será dela que poderá sair à solução para muitos dos problemas enfrentados por todos. O profissional nessa área também terá grande responsabilidade e será necessária a maior valorização dele, pois em muitos países ele é tratado como um doido que detém de conhecimentos estranhos que podem prejudicar as pessoas, por isso é tratado com 'cuidado' e receio pelas pessoas do povo.
Na verdade o profissional da Química é uma pessoa normal, que faz as mesmas coisas das outras pessoas e vive normalmente em sociedade, e passa despercebido em um grande conjunto de pessoas.
A química, na verdade, é tudo que existe e se vê e o que não se vê também, logo a química é sua vida, você vive pela química e da química. Reflita um momento sobre essa última frase e verá que não está errada.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Espermatogênese e Ovogênese


É a produção de espermatozoides que ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos quando é alcançada a maturidade sexual. São necessárias de 10 a 11 semanas para a formação dos espermatozoides a partir da célula primitiva. O espermatozoide é semelhante a um girino e consiste de:
  • Cabeça oval
  • 1 núcleo
  • Corpo
  • Cauda longa que auxilia na mobilidade

Os espermatozoides liberados das células de Sertoli ainda estão imaturos, imóveis e sem capacidade de fertilizar. Estas habilidades são adquiridas durante a passagem pelo epidídimo (cerca de 2 semanas), em um processo chamado maturação.
Durante a ejaculação os espermatozoides que estão nos ductos deferentes e no epidídimo são transportados para uretra devido às contrações dos músculos lisos dessas estruturas e do ducto ejaculatório.
A força propulsora do sêmen provem dos músculos esqueléticos que circundam a base do pênis.
As secreções das vesículas seminais e da próstata também são lançadas na uretra. Estas secreções e aquelas das glândulas bulbouretrais junto com os espermatozoides formam o líquido reprodutor conhecido como Sêmen.
A ovogênese é o desenvolvimento do óvulo que acontece no ovário.
Todos os óvulos produzidos pela mulher durante a vida reprodutora são originados dos ovócitos (células primitivas) e já estão presentes, ao nascimento, nos ovários.
Cerca de 400.000 ovócitos estão presentes nos ovários quando o período reprodutor da mulher começa.
Na puberdade, devido a grandes secreções de FSH, um óvulo maduro se desenvolve a partir do ovócito em 28 dias.
As alterações ovarianas associadas a este desenvolvimento é chamado ciclo ovariano. As alterações ocorridas no endométrio ao mesmo tempo são conhecidas como ciclo menstrual. Uma vez no mês, em média no 28° dia do ciclo menstrual, ocorre o processo de ovulação. O ovócito se rompe e o óvulo sai lentamente do ovário.
Depois de ser ejetado do ovário, o óvulo começa uma viagem de 6 a 8 dias para o útero, a cerca de 8 cm de distância, impulsionado pelo peristaltismo da tuba uterina. A fertilização ocorre neste trajeto, quando após 5 minutos depois do coito, os espermatozoides alcançam o óvulo.
Das centenas de milhões de espermatozoides ejaculados apenas 1 penetra no óvulo efetivando a fecundação com a união dos 2 gametas dando origem ao zigoto com 46 cromossomos.
A testosterona, formada nos testículos, é o mais potente andrógeno.
Durante o desenvolvimento embrionário este hormônio é responsável pela diferenciação sexual.
A combinação entre o cromossomo do espermatozoides com o do óvulo determinará o sexo do embrião. O aumento da secreção de testosterona na puberdade é responsável pelo crescimento dos órgãos genitais externos e internos pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários
Como engrossamento da voz, desenvolvimento muscular e padrão de pelos.
Este hormônio é responsável pelo crescimento e desenvolvimento do útero e da vagina, na puberdade, e pelo aparecimento dos caracteres secundários como o aspecto feminino e pela recuperação do endométrio após a menstruação. O estrogênio também exerce controle parcial sobre o desenvolvimento das mamas e suas funções, como a formação dos ductos da glândula mamária.
A diminuição na secreção de estrogênio leva a irregularidades no ciclo menstrual e à atrofia das mamas e útero.
A progesterona prepara o útero para fecundação e ainda é responsável pelo desenvolvimento das células secretoras de leite das glândulas mamárias durante a gestação. A diminuição da secreção de progesterona leva ao aborto espontâneo em mulheres grávidas.
A placenta é uma estrutura na parede do útero onde o embrião está preso através do cordão umbilical e através do qual recebe nutrição, troca gases respiratórios e elimina excrementos. A irrigação da placenta é feita pelas artérias e veias uterinas.
A placenta também exerce uma função protetora criando uma barreira contra doenças bacterianas. Porém, vírus e algumas doenças congênitas como sífilis podem afetar o feto.
Ainda é considerada órgão endócrino, pois é capaz de produzir hormônios.

Sistema Reprodutor Feminino


Os órgãos femininos externos são:
  • Monte púbico
  • Lábios maiores
  • Lábios menores
  • Clitóris
  • Glândulas vestibulares
  • Hímen

Este conjunto chama-se Vulva.

MONTE PÚBICO
O monte púbico é uma elevação firme a acolchoada de tecido adiposo recoberto por pelos.
Os lábios maiores são 2 pregas de tecido adiposo recoberto com pele que se estendem do monte púbico para baixo e para trás. As superfícies externas dessas dobras são recobertas por pelos, enquanto que as superfícies internas, que contém folículos sebáceos, são lisas e umedecidas. Os lábios maiores são unidos anteriormente por uma dobra da pele, a comissura anterior e são homólogos do escroto no homem.

São duas pregas de pele localizadas medialmente aos lábios maiores.
As partes superiores se unem acima do clitóris para formar o prepúcio do clitóris.
O vestíbulo da vagina é a fenda entre os Pequenos lábios. Situados no vestíbulo estão:
  • Hímen
  • Óstio vaginal
  • Óstio externo da uretra
  • Aberturas das glândulas vestibulares

O clitóris é uma projeção de tecido erétil que ocupa o ápice do vestíbulo.
Com nervos e vasos sanguíneos, recoberto parcialmente pelo prepúcio e é altamente sensível a estimulação tátil. O clitóris é importante na excitação sexual da mulher. É homólogo ao pênis do homem, porém, não é atravessado pela uretra.

GLANDULAS
Várias pequenas glândulas uretrais circundam o óstio da uretra.
De cada lado do óstio da vagina estão as glândulas vestibulares que secretam uma substância mucosa que age como lubrificante. As glândulas uretrais e vestibulares são homólogas, respectivamente, à próstata e as glândulas bulbouretrais do homem.
O hímen é uma membrana vascularizada que separa a vagina do vestíbulo. Pode revestir completa ou parcialmente o óstio da vagina ou ainda estar ausente. Anatomicamente nem a ausência nem a presença do hímen podem ser consideradas como critério para virgindade.
Os órgãos internos da reprodução são:
  • Vagina
  • Útero
  • Tubas uterinas
  • Ovários

A vagina é um canal tubular de 10 a 15 cm de comprimento que se estende do vestíbulo até o útero passando entre a bexiga e o reto. Serve como parte do canal do parto e é o órgão feminino da cópula.
As paredes da vagina possuem uma camada mucosa e uma muscular capaz de se contrair e dilatar, separada por uma camada de tecido erétil.
O útero é um órgão muscular piriforme de parede espessa localizado na parte anterior da cavidade pélvica acima da bexiga. A cavidade uterina é normalmente triangular e achatada fazendo-a parecer uma fenda.
Em seu estado normal mede cerca de 7,5 cm de comprimento e 5 cm de largura. As tubas uterinas penetram na sua extremidade superior de cada lado, enquanto que a extremidade inferior projeta-se na vagina em uma porção chamada cérvix. O útero é recoberto de peritônio e ligado a ambos os lados da cavidade pélvica por uma camada dupla desta membrana por onde passam as artérias uterinas. As paredes do útero possuem 3 camadas:

I.           Externa - Epitelial
II.           Média - Muscular (miométrio)
III.         Interna - mucosa (endométrio)
Durante a gestação ocorre um aumento significativo do miométrio - até 20 x - não só por hipertrofia, aumento do tamanho das fibras musculares como também pela adição de novas fibras.
TUBAS UTERINAS
As tubas uterinas são 2 tubos musculares flexíveis de aproximadamente 12 cm de comprimento com as mesmas 3 camadas do útero que se estendem do fundo do útero uma de cada lado. A extremidade da tuba chamada istmo se abre na cavidade uterina e é contínua a ampola. A ampola é a parte dilatada central da tuba que está sobre o ovário e por sua vez se abre na cavidade abdominal numa porção chamada infundíbulo.
OVÁRIOS
Os ovários são 2 estruturas ovais com cerca de 4 cm de comprimento localizadas na parte superior da cavidade pélvica um de cada lado do útero. As 2 principais funções dos ovários são o desenvolvimento e expulsão do óvulo e a elaboração de hormônios sexuais femininos.


GLÂNDULAS MAMÁRIAS
As glândulas mamárias, ou mamas, são órgãos reprodutores acessórios que secretam leite para nutrição do recém-nascido. A papila mamária, que contém os duetos lactíferos, está localizada no centro da mama e é circundada por uma área de pele pigmentada chamada aréola.
A porção dilatada de cada ducto chamada seio lactífero, situada abaixo da aréola serve como reservatório de leite.
DESENVOLVIMENTO DAS GLÂNDULAS MAMÁRIAS
Ao nascimento as glândulas mamárias são apenas ductos, os alvéolos ainda não estão presentes, e pouca mudança ocorre até a puberdade quando então pela ação do estrogênio o crescimento e a ramificação do sistema de ductos acontecem junto com um intenso depósito de gordura. Os alvéolos, secretores de leite, se desenvolvem apenas durante a gestação quando um aumento na produção de estrogênio e progesterona causa alterações marcantes nas glândulas mamárias. O estrogênio estimula a expansão do sistema de ductos e do tecido adiposo de suporte, enquanto que a progesterona estimula o desenvolvimento dos alvéolos.
Outros hormônios como o GH e a prolactina também são necessários ao seu desenvolvimento.
A secreção produzida pelas glândulas mamárias até a lactação, que começa de 1 a 3 dias após o nascimento, é chamada colostro e contém a mesma quantidade de proteínas e lactose que o leite, porém, quase nenhuma gordura.

Sistema Reprodutor Masculino


ÓRGÃOS MASCULINOS EXTERNOS

Os órgãos masculinos externos são:
Escroto
Pênis
O Escroto é uma bolsa, sustentada pelo púbis, localizada posteriormente ao pênis. É uma continuação da parede abdominal e é dividido por um septo em dois sacos, cada um contém um testículo e um epidídimo. Espalhadas pelo tecido subcutâneo estão fibras musculares lisas que se contraem em resposta a uma redução da temperatura corporal ou ambiente, dando ao escroto uma aparência enrugada.
Esta contração faz com que os testículos fiquem encostados no períneo, onde absorvem o calor do corpo e mantém uma temperatura compatível para os espermatozoides. Em condições normais de temperatura as fibras relaxam e o escroto fica pendente e livre de rugas.
O Pênis é o órgão masculino da cópula. É uma estrutura flácida quando não estimulada. Está ligado ao arco púbico, localizado a frente do escroto e é composto por três colunas longitudinais de tecido erétil capaz de aumentar de tamanho quando repleto de sangue. Duas das três colunas longitudinais são chamadas corpos cavernosos, localizadas dorsalmente, formam a maior parte do pênis.
Os corpos cavernosos são divididos em espaços cavernosos recobertos por endotélio e constituem os seios sanguíneos.
A 3- coluna é conhecida como corpo esponjoso e está situada ventralmente no pênis. Sua extremidade distal se expande subitamente para formar a Glande do pênis onde se localiza o óstio (abertura) da uretra.
A pele do pênis e do escroto são mais finas e pigmentadas que do resto do corpo. Terminalmente ela dobra-se sobre si mesma e projeta-se sobre a glande formando o Prepúcio.
O prepúcio pode ser removido em recém-nascidos em um procedimento simples chamado circuncisão.
A fimose ocorre quando a abertura do prepúcio é estreita demais para permitir a retração sobre a glande. Esta condição impede a limpeza e favorece o acúmulo de secreções que podem resultar em infecções bacterianas. A circuncisão evita a fimose e consequentemente tais irritações e infecções.

EREÇÃO
A ereção ocorre com a estimulação sexual que pode ser o tátil, visual ou até o pensamento. O estímulo nervoso dilata as artérias que irrigam o pênis e uma grande quantidade de sangue sob pressão preenche os espaços cavernosos do tecido erétil.
Na medida em que esses espaços se enchem, comprimem as veias retendo todo sangue que entra desta forma o pênis se torna rijo e ereto o que possibilita a penetração na vagina durante o ato sexual.
Quando as artérias se contraem expulsam o sangue fazendo o pênis voltar ao estado flácido.
Os órgãos internos da reprodução no homem podem ser divididos em três grupos:
I.          Gônadas (testículos)
II.      Ductos: Epidídimo, ducto deferente e ducto ejaculatório.
III.          Glândulas acessórias: Vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais.

Os testículos são homólogos aos ovários na mulher.
São órgãos ovais de cerca de 5 cm de comprimento localizados dentro da cavidade abdominal no período fetal. Dois meses antes do nascimento eles deixam o abdome e descem para o escroto.

O testículo possui 2 camadas:
I.           Externa chamada túnica vaginal
II.           Interna chamada túnica albugínea.
Septos fibrosos estendem-se para dentro do testículo dividindo-o em cerca de 250 lóbulos. Cada lóbulo possui de 1 a 3 túbulos enovelados chamados Túbulos seminíferos. As células reprodutoras masculinas encontram-se dentro desses túbulos em diferentes fases de desenvolvimento.
Além das células reprodutoras, células nutridoras e de suporte chamadas células de Sertoli são encontradas nos testículos. Estas células fornecem nutrição aos espermatozoides. As células de Leydig estão distribuídas nos testículos e são responsáveis pela produção dos hormônios masculinos.
O epidídimo é a 1- porção do sistema de ductos do testículo.
É um tubo enovelado que se localiza na parte posterior do testículo e tem cerca de 5 m de comprimento.
Cada ducto deferente é uma continuação do epidídimo e é considerado o ducto excretor do testículo.
O ducto deferente se estende do testículo até a vesícula seminal.
Este ducto cruza a região inguinal, dentro do funículo espermático - uma estrutura que contém, além do ducto, nervos, vasos sanguíneos e linfáticos - e se dirige até a vesícula seminal. Após passar pela bexiga e ureter, ele se une ao ducto da vesícula seminal para formar o ducto ejaculatório.
As vesículas seminais são 2 pequenas bolsas formadas por um tubo enovelado sobre si mesmo que se localizam posteriormente a bexiga. Ambas secretam um líquido espesso contendo nutrientes.
O tubo de cada vesícula se liga ao ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. O ducto ejaculatório é um tubo com 2,5 cm de comprimento que penetra na base da próstata e se abre na porção prostática da uretra.
A próstata é um órgão cônico do tamanho de uma castanha localizada inferiormente a bexiga. Ela secreta um líquido fino, leitoso que auxilia na manutenção das células espermáticas. Nos idosos, um aumento do tamanho da próstata, frequentemente obstrui a uretra e interfere na micção.
A próstata também é um local frequente de câncer em idosos.
As Glândulas bulbouretrais (de cowper) são do tamanho de uma ervilha, localizadas inferiormente a próstata de cada lado da uretra. Elas produzem uma secreção mucosa lubrificante anterior à ejaculação, que também faz parte do sêmen.
A uretra masculina é um órgão tubular responsável pelo transporte tanto do sêmen quanto da urina.
Estende-se da bexiga até a extremidade distal do pênis.