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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Espermatogênese e Ovogênese


É a produção de espermatozoides que ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos quando é alcançada a maturidade sexual. São necessárias de 10 a 11 semanas para a formação dos espermatozoides a partir da célula primitiva. O espermatozoide é semelhante a um girino e consiste de:
  • Cabeça oval
  • 1 núcleo
  • Corpo
  • Cauda longa que auxilia na mobilidade

Os espermatozoides liberados das células de Sertoli ainda estão imaturos, imóveis e sem capacidade de fertilizar. Estas habilidades são adquiridas durante a passagem pelo epidídimo (cerca de 2 semanas), em um processo chamado maturação.
Durante a ejaculação os espermatozoides que estão nos ductos deferentes e no epidídimo são transportados para uretra devido às contrações dos músculos lisos dessas estruturas e do ducto ejaculatório.
A força propulsora do sêmen provem dos músculos esqueléticos que circundam a base do pênis.
As secreções das vesículas seminais e da próstata também são lançadas na uretra. Estas secreções e aquelas das glândulas bulbouretrais junto com os espermatozoides formam o líquido reprodutor conhecido como Sêmen.
A ovogênese é o desenvolvimento do óvulo que acontece no ovário.
Todos os óvulos produzidos pela mulher durante a vida reprodutora são originados dos ovócitos (células primitivas) e já estão presentes, ao nascimento, nos ovários.
Cerca de 400.000 ovócitos estão presentes nos ovários quando o período reprodutor da mulher começa.
Na puberdade, devido a grandes secreções de FSH, um óvulo maduro se desenvolve a partir do ovócito em 28 dias.
As alterações ovarianas associadas a este desenvolvimento é chamado ciclo ovariano. As alterações ocorridas no endométrio ao mesmo tempo são conhecidas como ciclo menstrual. Uma vez no mês, em média no 28° dia do ciclo menstrual, ocorre o processo de ovulação. O ovócito se rompe e o óvulo sai lentamente do ovário.
Depois de ser ejetado do ovário, o óvulo começa uma viagem de 6 a 8 dias para o útero, a cerca de 8 cm de distância, impulsionado pelo peristaltismo da tuba uterina. A fertilização ocorre neste trajeto, quando após 5 minutos depois do coito, os espermatozoides alcançam o óvulo.
Das centenas de milhões de espermatozoides ejaculados apenas 1 penetra no óvulo efetivando a fecundação com a união dos 2 gametas dando origem ao zigoto com 46 cromossomos.
A testosterona, formada nos testículos, é o mais potente andrógeno.
Durante o desenvolvimento embrionário este hormônio é responsável pela diferenciação sexual.
A combinação entre o cromossomo do espermatozoides com o do óvulo determinará o sexo do embrião. O aumento da secreção de testosterona na puberdade é responsável pelo crescimento dos órgãos genitais externos e internos pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários
Como engrossamento da voz, desenvolvimento muscular e padrão de pelos.
Este hormônio é responsável pelo crescimento e desenvolvimento do útero e da vagina, na puberdade, e pelo aparecimento dos caracteres secundários como o aspecto feminino e pela recuperação do endométrio após a menstruação. O estrogênio também exerce controle parcial sobre o desenvolvimento das mamas e suas funções, como a formação dos ductos da glândula mamária.
A diminuição na secreção de estrogênio leva a irregularidades no ciclo menstrual e à atrofia das mamas e útero.
A progesterona prepara o útero para fecundação e ainda é responsável pelo desenvolvimento das células secretoras de leite das glândulas mamárias durante a gestação. A diminuição da secreção de progesterona leva ao aborto espontâneo em mulheres grávidas.
A placenta é uma estrutura na parede do útero onde o embrião está preso através do cordão umbilical e através do qual recebe nutrição, troca gases respiratórios e elimina excrementos. A irrigação da placenta é feita pelas artérias e veias uterinas.
A placenta também exerce uma função protetora criando uma barreira contra doenças bacterianas. Porém, vírus e algumas doenças congênitas como sífilis podem afetar o feto.
Ainda é considerada órgão endócrino, pois é capaz de produzir hormônios.

Sistema Reprodutor Feminino


Os órgãos femininos externos são:
  • Monte púbico
  • Lábios maiores
  • Lábios menores
  • Clitóris
  • Glândulas vestibulares
  • Hímen

Este conjunto chama-se Vulva.

MONTE PÚBICO
O monte púbico é uma elevação firme a acolchoada de tecido adiposo recoberto por pelos.
Os lábios maiores são 2 pregas de tecido adiposo recoberto com pele que se estendem do monte púbico para baixo e para trás. As superfícies externas dessas dobras são recobertas por pelos, enquanto que as superfícies internas, que contém folículos sebáceos, são lisas e umedecidas. Os lábios maiores são unidos anteriormente por uma dobra da pele, a comissura anterior e são homólogos do escroto no homem.

São duas pregas de pele localizadas medialmente aos lábios maiores.
As partes superiores se unem acima do clitóris para formar o prepúcio do clitóris.
O vestíbulo da vagina é a fenda entre os Pequenos lábios. Situados no vestíbulo estão:
  • Hímen
  • Óstio vaginal
  • Óstio externo da uretra
  • Aberturas das glândulas vestibulares

O clitóris é uma projeção de tecido erétil que ocupa o ápice do vestíbulo.
Com nervos e vasos sanguíneos, recoberto parcialmente pelo prepúcio e é altamente sensível a estimulação tátil. O clitóris é importante na excitação sexual da mulher. É homólogo ao pênis do homem, porém, não é atravessado pela uretra.

GLANDULAS
Várias pequenas glândulas uretrais circundam o óstio da uretra.
De cada lado do óstio da vagina estão as glândulas vestibulares que secretam uma substância mucosa que age como lubrificante. As glândulas uretrais e vestibulares são homólogas, respectivamente, à próstata e as glândulas bulbouretrais do homem.
O hímen é uma membrana vascularizada que separa a vagina do vestíbulo. Pode revestir completa ou parcialmente o óstio da vagina ou ainda estar ausente. Anatomicamente nem a ausência nem a presença do hímen podem ser consideradas como critério para virgindade.
Os órgãos internos da reprodução são:
  • Vagina
  • Útero
  • Tubas uterinas
  • Ovários

A vagina é um canal tubular de 10 a 15 cm de comprimento que se estende do vestíbulo até o útero passando entre a bexiga e o reto. Serve como parte do canal do parto e é o órgão feminino da cópula.
As paredes da vagina possuem uma camada mucosa e uma muscular capaz de se contrair e dilatar, separada por uma camada de tecido erétil.
O útero é um órgão muscular piriforme de parede espessa localizado na parte anterior da cavidade pélvica acima da bexiga. A cavidade uterina é normalmente triangular e achatada fazendo-a parecer uma fenda.
Em seu estado normal mede cerca de 7,5 cm de comprimento e 5 cm de largura. As tubas uterinas penetram na sua extremidade superior de cada lado, enquanto que a extremidade inferior projeta-se na vagina em uma porção chamada cérvix. O útero é recoberto de peritônio e ligado a ambos os lados da cavidade pélvica por uma camada dupla desta membrana por onde passam as artérias uterinas. As paredes do útero possuem 3 camadas:

I.           Externa - Epitelial
II.           Média - Muscular (miométrio)
III.         Interna - mucosa (endométrio)
Durante a gestação ocorre um aumento significativo do miométrio - até 20 x - não só por hipertrofia, aumento do tamanho das fibras musculares como também pela adição de novas fibras.
TUBAS UTERINAS
As tubas uterinas são 2 tubos musculares flexíveis de aproximadamente 12 cm de comprimento com as mesmas 3 camadas do útero que se estendem do fundo do útero uma de cada lado. A extremidade da tuba chamada istmo se abre na cavidade uterina e é contínua a ampola. A ampola é a parte dilatada central da tuba que está sobre o ovário e por sua vez se abre na cavidade abdominal numa porção chamada infundíbulo.
OVÁRIOS
Os ovários são 2 estruturas ovais com cerca de 4 cm de comprimento localizadas na parte superior da cavidade pélvica um de cada lado do útero. As 2 principais funções dos ovários são o desenvolvimento e expulsão do óvulo e a elaboração de hormônios sexuais femininos.


GLÂNDULAS MAMÁRIAS
As glândulas mamárias, ou mamas, são órgãos reprodutores acessórios que secretam leite para nutrição do recém-nascido. A papila mamária, que contém os duetos lactíferos, está localizada no centro da mama e é circundada por uma área de pele pigmentada chamada aréola.
A porção dilatada de cada ducto chamada seio lactífero, situada abaixo da aréola serve como reservatório de leite.
DESENVOLVIMENTO DAS GLÂNDULAS MAMÁRIAS
Ao nascimento as glândulas mamárias são apenas ductos, os alvéolos ainda não estão presentes, e pouca mudança ocorre até a puberdade quando então pela ação do estrogênio o crescimento e a ramificação do sistema de ductos acontecem junto com um intenso depósito de gordura. Os alvéolos, secretores de leite, se desenvolvem apenas durante a gestação quando um aumento na produção de estrogênio e progesterona causa alterações marcantes nas glândulas mamárias. O estrogênio estimula a expansão do sistema de ductos e do tecido adiposo de suporte, enquanto que a progesterona estimula o desenvolvimento dos alvéolos.
Outros hormônios como o GH e a prolactina também são necessários ao seu desenvolvimento.
A secreção produzida pelas glândulas mamárias até a lactação, que começa de 1 a 3 dias após o nascimento, é chamada colostro e contém a mesma quantidade de proteínas e lactose que o leite, porém, quase nenhuma gordura.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009