quinta-feira, 26 de abril de 2012

Espermatogênese e Ovogênese


É a produção de espermatozoides que ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos quando é alcançada a maturidade sexual. São necessárias de 10 a 11 semanas para a formação dos espermatozoides a partir da célula primitiva. O espermatozoide é semelhante a um girino e consiste de:
  • Cabeça oval
  • 1 núcleo
  • Corpo
  • Cauda longa que auxilia na mobilidade

Os espermatozoides liberados das células de Sertoli ainda estão imaturos, imóveis e sem capacidade de fertilizar. Estas habilidades são adquiridas durante a passagem pelo epidídimo (cerca de 2 semanas), em um processo chamado maturação.
Durante a ejaculação os espermatozoides que estão nos ductos deferentes e no epidídimo são transportados para uretra devido às contrações dos músculos lisos dessas estruturas e do ducto ejaculatório.
A força propulsora do sêmen provem dos músculos esqueléticos que circundam a base do pênis.
As secreções das vesículas seminais e da próstata também são lançadas na uretra. Estas secreções e aquelas das glândulas bulbouretrais junto com os espermatozoides formam o líquido reprodutor conhecido como Sêmen.
A ovogênese é o desenvolvimento do óvulo que acontece no ovário.
Todos os óvulos produzidos pela mulher durante a vida reprodutora são originados dos ovócitos (células primitivas) e já estão presentes, ao nascimento, nos ovários.
Cerca de 400.000 ovócitos estão presentes nos ovários quando o período reprodutor da mulher começa.
Na puberdade, devido a grandes secreções de FSH, um óvulo maduro se desenvolve a partir do ovócito em 28 dias.
As alterações ovarianas associadas a este desenvolvimento é chamado ciclo ovariano. As alterações ocorridas no endométrio ao mesmo tempo são conhecidas como ciclo menstrual. Uma vez no mês, em média no 28° dia do ciclo menstrual, ocorre o processo de ovulação. O ovócito se rompe e o óvulo sai lentamente do ovário.
Depois de ser ejetado do ovário, o óvulo começa uma viagem de 6 a 8 dias para o útero, a cerca de 8 cm de distância, impulsionado pelo peristaltismo da tuba uterina. A fertilização ocorre neste trajeto, quando após 5 minutos depois do coito, os espermatozoides alcançam o óvulo.
Das centenas de milhões de espermatozoides ejaculados apenas 1 penetra no óvulo efetivando a fecundação com a união dos 2 gametas dando origem ao zigoto com 46 cromossomos.
A testosterona, formada nos testículos, é o mais potente andrógeno.
Durante o desenvolvimento embrionário este hormônio é responsável pela diferenciação sexual.
A combinação entre o cromossomo do espermatozoides com o do óvulo determinará o sexo do embrião. O aumento da secreção de testosterona na puberdade é responsável pelo crescimento dos órgãos genitais externos e internos pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários
Como engrossamento da voz, desenvolvimento muscular e padrão de pelos.
Este hormônio é responsável pelo crescimento e desenvolvimento do útero e da vagina, na puberdade, e pelo aparecimento dos caracteres secundários como o aspecto feminino e pela recuperação do endométrio após a menstruação. O estrogênio também exerce controle parcial sobre o desenvolvimento das mamas e suas funções, como a formação dos ductos da glândula mamária.
A diminuição na secreção de estrogênio leva a irregularidades no ciclo menstrual e à atrofia das mamas e útero.
A progesterona prepara o útero para fecundação e ainda é responsável pelo desenvolvimento das células secretoras de leite das glândulas mamárias durante a gestação. A diminuição da secreção de progesterona leva ao aborto espontâneo em mulheres grávidas.
A placenta é uma estrutura na parede do útero onde o embrião está preso através do cordão umbilical e através do qual recebe nutrição, troca gases respiratórios e elimina excrementos. A irrigação da placenta é feita pelas artérias e veias uterinas.
A placenta também exerce uma função protetora criando uma barreira contra doenças bacterianas. Porém, vírus e algumas doenças congênitas como sífilis podem afetar o feto.
Ainda é considerada órgão endócrino, pois é capaz de produzir hormônios.

Sistema Reprodutor Feminino


Os órgãos femininos externos são:
  • Monte púbico
  • Lábios maiores
  • Lábios menores
  • Clitóris
  • Glândulas vestibulares
  • Hímen

Este conjunto chama-se Vulva.

MONTE PÚBICO
O monte púbico é uma elevação firme a acolchoada de tecido adiposo recoberto por pelos.
Os lábios maiores são 2 pregas de tecido adiposo recoberto com pele que se estendem do monte púbico para baixo e para trás. As superfícies externas dessas dobras são recobertas por pelos, enquanto que as superfícies internas, que contém folículos sebáceos, são lisas e umedecidas. Os lábios maiores são unidos anteriormente por uma dobra da pele, a comissura anterior e são homólogos do escroto no homem.

São duas pregas de pele localizadas medialmente aos lábios maiores.
As partes superiores se unem acima do clitóris para formar o prepúcio do clitóris.
O vestíbulo da vagina é a fenda entre os Pequenos lábios. Situados no vestíbulo estão:
  • Hímen
  • Óstio vaginal
  • Óstio externo da uretra
  • Aberturas das glândulas vestibulares

O clitóris é uma projeção de tecido erétil que ocupa o ápice do vestíbulo.
Com nervos e vasos sanguíneos, recoberto parcialmente pelo prepúcio e é altamente sensível a estimulação tátil. O clitóris é importante na excitação sexual da mulher. É homólogo ao pênis do homem, porém, não é atravessado pela uretra.

GLANDULAS
Várias pequenas glândulas uretrais circundam o óstio da uretra.
De cada lado do óstio da vagina estão as glândulas vestibulares que secretam uma substância mucosa que age como lubrificante. As glândulas uretrais e vestibulares são homólogas, respectivamente, à próstata e as glândulas bulbouretrais do homem.
O hímen é uma membrana vascularizada que separa a vagina do vestíbulo. Pode revestir completa ou parcialmente o óstio da vagina ou ainda estar ausente. Anatomicamente nem a ausência nem a presença do hímen podem ser consideradas como critério para virgindade.
Os órgãos internos da reprodução são:
  • Vagina
  • Útero
  • Tubas uterinas
  • Ovários

A vagina é um canal tubular de 10 a 15 cm de comprimento que se estende do vestíbulo até o útero passando entre a bexiga e o reto. Serve como parte do canal do parto e é o órgão feminino da cópula.
As paredes da vagina possuem uma camada mucosa e uma muscular capaz de se contrair e dilatar, separada por uma camada de tecido erétil.
O útero é um órgão muscular piriforme de parede espessa localizado na parte anterior da cavidade pélvica acima da bexiga. A cavidade uterina é normalmente triangular e achatada fazendo-a parecer uma fenda.
Em seu estado normal mede cerca de 7,5 cm de comprimento e 5 cm de largura. As tubas uterinas penetram na sua extremidade superior de cada lado, enquanto que a extremidade inferior projeta-se na vagina em uma porção chamada cérvix. O útero é recoberto de peritônio e ligado a ambos os lados da cavidade pélvica por uma camada dupla desta membrana por onde passam as artérias uterinas. As paredes do útero possuem 3 camadas:

I.           Externa - Epitelial
II.           Média - Muscular (miométrio)
III.         Interna - mucosa (endométrio)
Durante a gestação ocorre um aumento significativo do miométrio - até 20 x - não só por hipertrofia, aumento do tamanho das fibras musculares como também pela adição de novas fibras.
TUBAS UTERINAS
As tubas uterinas são 2 tubos musculares flexíveis de aproximadamente 12 cm de comprimento com as mesmas 3 camadas do útero que se estendem do fundo do útero uma de cada lado. A extremidade da tuba chamada istmo se abre na cavidade uterina e é contínua a ampola. A ampola é a parte dilatada central da tuba que está sobre o ovário e por sua vez se abre na cavidade abdominal numa porção chamada infundíbulo.
OVÁRIOS
Os ovários são 2 estruturas ovais com cerca de 4 cm de comprimento localizadas na parte superior da cavidade pélvica um de cada lado do útero. As 2 principais funções dos ovários são o desenvolvimento e expulsão do óvulo e a elaboração de hormônios sexuais femininos.


GLÂNDULAS MAMÁRIAS
As glândulas mamárias, ou mamas, são órgãos reprodutores acessórios que secretam leite para nutrição do recém-nascido. A papila mamária, que contém os duetos lactíferos, está localizada no centro da mama e é circundada por uma área de pele pigmentada chamada aréola.
A porção dilatada de cada ducto chamada seio lactífero, situada abaixo da aréola serve como reservatório de leite.
DESENVOLVIMENTO DAS GLÂNDULAS MAMÁRIAS
Ao nascimento as glândulas mamárias são apenas ductos, os alvéolos ainda não estão presentes, e pouca mudança ocorre até a puberdade quando então pela ação do estrogênio o crescimento e a ramificação do sistema de ductos acontecem junto com um intenso depósito de gordura. Os alvéolos, secretores de leite, se desenvolvem apenas durante a gestação quando um aumento na produção de estrogênio e progesterona causa alterações marcantes nas glândulas mamárias. O estrogênio estimula a expansão do sistema de ductos e do tecido adiposo de suporte, enquanto que a progesterona estimula o desenvolvimento dos alvéolos.
Outros hormônios como o GH e a prolactina também são necessários ao seu desenvolvimento.
A secreção produzida pelas glândulas mamárias até a lactação, que começa de 1 a 3 dias após o nascimento, é chamada colostro e contém a mesma quantidade de proteínas e lactose que o leite, porém, quase nenhuma gordura.

Sistema Reprodutor Masculino


ÓRGÃOS MASCULINOS EXTERNOS

Os órgãos masculinos externos são:
Escroto
Pênis
O Escroto é uma bolsa, sustentada pelo púbis, localizada posteriormente ao pênis. É uma continuação da parede abdominal e é dividido por um septo em dois sacos, cada um contém um testículo e um epidídimo. Espalhadas pelo tecido subcutâneo estão fibras musculares lisas que se contraem em resposta a uma redução da temperatura corporal ou ambiente, dando ao escroto uma aparência enrugada.
Esta contração faz com que os testículos fiquem encostados no períneo, onde absorvem o calor do corpo e mantém uma temperatura compatível para os espermatozoides. Em condições normais de temperatura as fibras relaxam e o escroto fica pendente e livre de rugas.
O Pênis é o órgão masculino da cópula. É uma estrutura flácida quando não estimulada. Está ligado ao arco púbico, localizado a frente do escroto e é composto por três colunas longitudinais de tecido erétil capaz de aumentar de tamanho quando repleto de sangue. Duas das três colunas longitudinais são chamadas corpos cavernosos, localizadas dorsalmente, formam a maior parte do pênis.
Os corpos cavernosos são divididos em espaços cavernosos recobertos por endotélio e constituem os seios sanguíneos.
A 3- coluna é conhecida como corpo esponjoso e está situada ventralmente no pênis. Sua extremidade distal se expande subitamente para formar a Glande do pênis onde se localiza o óstio (abertura) da uretra.
A pele do pênis e do escroto são mais finas e pigmentadas que do resto do corpo. Terminalmente ela dobra-se sobre si mesma e projeta-se sobre a glande formando o Prepúcio.
O prepúcio pode ser removido em recém-nascidos em um procedimento simples chamado circuncisão.
A fimose ocorre quando a abertura do prepúcio é estreita demais para permitir a retração sobre a glande. Esta condição impede a limpeza e favorece o acúmulo de secreções que podem resultar em infecções bacterianas. A circuncisão evita a fimose e consequentemente tais irritações e infecções.

EREÇÃO
A ereção ocorre com a estimulação sexual que pode ser o tátil, visual ou até o pensamento. O estímulo nervoso dilata as artérias que irrigam o pênis e uma grande quantidade de sangue sob pressão preenche os espaços cavernosos do tecido erétil.
Na medida em que esses espaços se enchem, comprimem as veias retendo todo sangue que entra desta forma o pênis se torna rijo e ereto o que possibilita a penetração na vagina durante o ato sexual.
Quando as artérias se contraem expulsam o sangue fazendo o pênis voltar ao estado flácido.
Os órgãos internos da reprodução no homem podem ser divididos em três grupos:
I.          Gônadas (testículos)
II.      Ductos: Epidídimo, ducto deferente e ducto ejaculatório.
III.          Glândulas acessórias: Vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais.

Os testículos são homólogos aos ovários na mulher.
São órgãos ovais de cerca de 5 cm de comprimento localizados dentro da cavidade abdominal no período fetal. Dois meses antes do nascimento eles deixam o abdome e descem para o escroto.

O testículo possui 2 camadas:
I.           Externa chamada túnica vaginal
II.           Interna chamada túnica albugínea.
Septos fibrosos estendem-se para dentro do testículo dividindo-o em cerca de 250 lóbulos. Cada lóbulo possui de 1 a 3 túbulos enovelados chamados Túbulos seminíferos. As células reprodutoras masculinas encontram-se dentro desses túbulos em diferentes fases de desenvolvimento.
Além das células reprodutoras, células nutridoras e de suporte chamadas células de Sertoli são encontradas nos testículos. Estas células fornecem nutrição aos espermatozoides. As células de Leydig estão distribuídas nos testículos e são responsáveis pela produção dos hormônios masculinos.
O epidídimo é a 1- porção do sistema de ductos do testículo.
É um tubo enovelado que se localiza na parte posterior do testículo e tem cerca de 5 m de comprimento.
Cada ducto deferente é uma continuação do epidídimo e é considerado o ducto excretor do testículo.
O ducto deferente se estende do testículo até a vesícula seminal.
Este ducto cruza a região inguinal, dentro do funículo espermático - uma estrutura que contém, além do ducto, nervos, vasos sanguíneos e linfáticos - e se dirige até a vesícula seminal. Após passar pela bexiga e ureter, ele se une ao ducto da vesícula seminal para formar o ducto ejaculatório.
As vesículas seminais são 2 pequenas bolsas formadas por um tubo enovelado sobre si mesmo que se localizam posteriormente a bexiga. Ambas secretam um líquido espesso contendo nutrientes.
O tubo de cada vesícula se liga ao ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. O ducto ejaculatório é um tubo com 2,5 cm de comprimento que penetra na base da próstata e se abre na porção prostática da uretra.
A próstata é um órgão cônico do tamanho de uma castanha localizada inferiormente a bexiga. Ela secreta um líquido fino, leitoso que auxilia na manutenção das células espermáticas. Nos idosos, um aumento do tamanho da próstata, frequentemente obstrui a uretra e interfere na micção.
A próstata também é um local frequente de câncer em idosos.
As Glândulas bulbouretrais (de cowper) são do tamanho de uma ervilha, localizadas inferiormente a próstata de cada lado da uretra. Elas produzem uma secreção mucosa lubrificante anterior à ejaculação, que também faz parte do sêmen.
A uretra masculina é um órgão tubular responsável pelo transporte tanto do sêmen quanto da urina.
Estende-se da bexiga até a extremidade distal do pênis.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Exercícos - Ciclos biogeoquímicos


  1. Conceitue ciclo biogeoquímico.
  2. De que maneira os agentes decompositores atuam nos ciclos biogeoquímicos?
  3. Compare resumidamente o pequeno e o grande ciclo da água na biosfera.
  4. Em relação ao ciclo da água, faça uma tabela que contenha os seguintes itens:
    a) formas de obtenção de água por plantas e animais;b) principais funções da água no metabolismo vegetal e animal;c) formas pelas quais a água é devolvida ao ambiente por plantas e animais.
  5. Em relação ao ciclo do carbono, faça uma tabela que contenha os seguintes itens:
    a) forma química em que o carbono está disponível no ambiente;b) formas de obtenção de carbono por plantas e animaisc) processos pelos quais o carbono orgânico é devolvido ao ambiente pelas plantas e animais.
  6. O que são e como se formaram os combustíveis fósseis? Qual é a consequência da sua utilização pela humanidade?
  7. O que é fixação do nitrogênio e como ela ocorre?
  8. Quais são e onde vivem os principais organismos fixadores de nitrogênio dos ecossistemas de terra firme?
  9. O que é nitrificação? Quais são e como atuam as bactérias que executam esse processo?
  10. O que é desnitrificação e qual é o seu papel no ciclo do nitrogênio?
  11. O que é adubação verde? Exemplifique.
  12. Em relação ao ciclo do nitrogênio, faça uma tabela que contenha os seguintes itens:
    a) forma química em que o nitrogênio está acumulado no ambiente;
    b) formas de obtenção de nitrogênio por plantas e animais;
    c) processos pelos quais o nitrogênio orgânico é devolvido ao ambiente por plantas e animais.
  13. Quais são as três principais fontes inorgânicas de oxigênio utilizadas pelos seres vivos? De que maneiras o oxigênio presente em um organismo vivo retorna ao ambiente?
  14. Como se forma o gás ozônio na atmosfera?
  15. Qual é a importância da camada de ozônio atmosférica para os seres vivos?
  16. Qual é a principal causa da destruição parcial da camada de ozônio na atmosfera e quais são as consequências dessa destruição?
  17. Em relação ao ciclo do fósforo na biosfera, responda:
    a) Qual é o papel desse elemento químico nos seres vivos e em que forma ele é utilizado?b) Por que existe um ciclo do fósforo de duração curta e um de duração longa?
  18. A formação de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, está diretamente relacionada ao ciclo de qual elemento químico?
  19. Bactérias quimiossintetizantes capazes de transformar amônia em nitratos participam do ciclo de qual elemento químico?
  20. A rotação de culturas e a plantação consorciada com leguminosas são processos relacionados diretamente ao ciclo de qual elemento químico?
  21. A formação da camada de ozônio que protege a Terra da radiação ultravioleta está diretamente relacionada a qual elemento químico?
  22. A capacidade que as leguminosas têm de enriquecer o solo com nitrogênio deve-se a bactérias:
    a) desnitrificantes que vivem no solo.b) fixadoras de N2 que vivem em suas raízes.c) nitrificantes que vivem em suas folhas.d) nitrificantes que vivem no solo.
  23. Imagine que um ecossistema perdesse seus decompositores. O que aconteceria com os ciclos biogeoquímicos?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Caracteristicas Gerais dos Seres Vivos


Apesar de, aos nossos olhos, os seres vivos parecerem tão diferentes entre si, possuem, na verdade, uma gama de pontos em comum, que os possibilita serem classificados justamente como seres vivos.

Organização celular: todos os seres vivos possuem células. As bactérias são uma única célula, mas a maioria dos seres vivos possuem milhões (trilhões, no nosso caso) de células, "pequenos mundos" microscópicos que possuem toda a informação genética e todo o aparato necessário para que nosso organismo se mantenha funcionando com perfeição.

Desenvolvimento: os seres vivos se desenvolvem, na maioria das vezes (alguns seres, como as bactérias, nunca passam de uma só célula), a partir de uma única célula. Ocorrem as diferenciações em órgãos e tecidos até a formação do indivíduo "completo".

Crescimento: todos os seres vivos, em certa medida, crescem. Para isso são necessários combustíveis para os mais variados tipos de reação, que promovem o surgimento de novas estruturas. Não é inquietante perceber que alguns alimentos se "transformam" em pele, músculos e ossos?

Metabolismo: os seres vivos possuem metabolismo, correspondendo à análise ou síntese de novos componentes necessários ao perfeito funcionamento do organismo.

Resposta a estímulos: os seres vivos respondem aos estímulos mais variados. Desde os que sentimos em nosso assombrosamente complexo órgão chamado pele, até o lento movimento das plantas devido à presença da luz solar.

Reprodução: os seres vivos se reproduzem, seja através da reprodução assexuada (um ser faz surgir outro idêntico), seja através da reprodução sexuada (dois seres "embaralham" suas "identidades genéticas" e produzem outro ser semelhante).

Evolução: os seres vivos evoluem. É um erro deixar que nossa limitada visão do mundo nos faça concluir que a evolução acabou e chegou até nós. Nós somos produto dela e estamos imersos numa natureza mutável. A partir de um ancestral comum os seres vivos evoluíram e continuam evoluindo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Biomas Brasileiros

As principais ameaças aos Biomas Brasileiros

Atualmente, todos os biomas brasileiros estão degradados ou ameaçados em maior ou menor escala pela ação antrópica, ou seja, pela atuação dos seres humanos na exploração predatória dos ecossistemas. As causas da degradação são múltiplas e estão associados a problemas históricos, demográficos, sociais e culturais. De acordo com informações da organização não governamental WWF, são essas algumas das ameaças aos biomas brasileiros

Floresta Amazônica: bioma ameaçado pela atividade agrícola de forma não-sustentável e pela extração de madeira (80% da produção madeireira da Amazônia provêm da exploração ilegal). Nas últimas décadas, são freqüentes os impactos antrópicos como desmatamento, queimadas e a conversão de terras para a agricultura, com novos assentamentos sendo feitos em áreas ainda preservadas. Além disso, a necessidade de desenvolvimento da região tem promovido obras viárias e outras de grande porte, como barragens e usinas hidrelétricas. As atividades de mineradoras e de garimpeiros também trouxeram graves conseqüências ambientais, como a erosão do solo e a contaminação dos rios com mercúrio.

Mata Tropical Atlântica: Esse bioma vem sendo destruído desde o descobrimento do Brasil em 1500. A exploração do pau-brasil, o ciclo da cana de açúcar, o ciclo do ouro, a necessidade de novos espaços para agricultura e a pecuária foram motivos para a destruição de grandes áreas de Mata Atlântica. A expansão das cidades e da industrialização da sociedade brasileira tem promovido um processo desorientado de destruição que coloca esse ecossistema próximo a extinção. Do período colonial aos dias de hoje, as florestas da Mata Atlântica estão reduzidas a 7% de sua cobertura original, áreas específicas, como as florestas de Araucária, tem apenas 1% da cobertura remanescente.

Caatinga: é uma das regiões semi-áridas mais povoadas do mundo. A população humana está presente em todo o território da caatinga lutando para sobreviver em condições restritas em relação à disponibilidade de água. Desde a época do Brasil Colônia, esse ecossistema é explorado com o estabelecimento de fazendas de criação de gado. Para o combate à seca, foram construídos açudes para abastecer de água os homens, seus animais e suas lavouras. Essas iniciativas atraíram mais fazendas de criação de gado e estimulou projetos de irrigação sem o controle adequado. Com o tempo, a irrigação levou a salinização do solo, tornando a agricultura impraticável em algumas áreas. A vegetação nativa tem sofrido com o desmatamento para a produção de lenha e carvão vegetal para abastecer siderúrgicas e olarias da região.

Cerrado: ecossistema que tem sofrido muitas alterações pela ocupação humana. Um dos impactos ambientais mais graves foi à contaminação dos rios pelo mercúrio utilizado pelos garimpeiros e o assoreamento dos cursos de água pela extração de pedras preciosas. A atividade mineradora de grandes empresas, a expansão da agricultura e da pecuária se caracterizam por um modelo predatório e por isso representam os maiores ameaças para o Cerrado. A mineração degrada grandes áreas para a retirada dos minerais e para o despejo de resíduos produzidos. Além disso, estimula a produção de carvão vegetal aumentando as taxas de desmatamento de árvores do Cerrado. Com relação à agricultura, a monocultura intensiva de grãos e a pecuária extensiva de baixa tecnologia têm provocado impactos significativos nos solos e na cobertura vegetal natural. A utilização indiscriminada de fertilizantes e de agrotóxicos tem contaminado o solo e a água.

Pantanal: apresenta boa parte da região ainda inexplorada, entretanto nos últimos 20 anos, os problemas ambientais têm se agravado. A expansão das cidades é uma preocupação, pois algumas populações têm ocupado desordenadamente regiões mais altas, onde nascem a maioria dos rios. A atividade agrícola está prejudicando o solo e os cursos da água devido ao aumento da erosão do solo, assoreamento dos rios e a contaminação do ambiente pelo uso excessivo de agrotóxicos. Nos últimos anos, também causaram grande impacto o garimpo, a construção de hidrelétricas, o turismo desorganizado. A caça tem sido empreendida principalmente por ex-peões que, sem trabalho, passaram a integrar verdadeiras quadrilhas de caçadores de couro.

Campos: com um solo bastante fértil, esse ecossistema foi transformado em áreas de cultivo de arroz, milho, trigo e soja, às vezes em associação com a criação de gado ou ovelhas. Entretanto sem o preparo adequado, a atividade agrícola resultou em erosão e em outros problemas que se agravam progressivamente. Atualmente os campos, que já representaram 2,4% da cobertura vegetal do país e, em algumas regiões do Rio Grande do Sul, já é observado um processo de desertificação. Essa redução da vegetação original é uma das conseqüências da colonização de imigrantes alemães e italianos no inicio do século XX. Eles expandiram as suas plantações de milho, trigo e videira derrubando arvores gigantescas, como araucárias que foram usadas na construção de casas e móveis.

Costeiros: os ambientes naturais da costa brasileira tem sido prejudicados pelo crescimento dos grandes centros urbanos que levaram ao aumento da poluição, da especulação imobiliária sem planejamento e o enorme fluxo de turistas. A ocupação predatória vem ocasionando a devastação das vegetações nativas resultando entre outras coisas, à movimentação de dunas e até ao desabamento de morros. Outra ação danosa é o lançamento de esgoto no mar, sem qualquer tratamento, e as operações de terminais marítimos que com o derramamento de petróleo.