quinta-feira, 7 de maio de 2009

Biomas Brasileiros

As principais ameaças aos Biomas Brasileiros

Atualmente, todos os biomas brasileiros estão degradados ou ameaçados em maior ou menor escala pela ação antrópica, ou seja, pela atuação dos seres humanos na exploração predatória dos ecossistemas. As causas da degradação são múltiplas e estão associados a problemas históricos, demográficos, sociais e culturais. De acordo com informações da organização não governamental WWF, são essas algumas das ameaças aos biomas brasileiros

Floresta Amazônica: bioma ameaçado pela atividade agrícola de forma não-sustentável e pela extração de madeira (80% da produção madeireira da Amazônia provêm da exploração ilegal). Nas últimas décadas, são freqüentes os impactos antrópicos como desmatamento, queimadas e a conversão de terras para a agricultura, com novos assentamentos sendo feitos em áreas ainda preservadas. Além disso, a necessidade de desenvolvimento da região tem promovido obras viárias e outras de grande porte, como barragens e usinas hidrelétricas. As atividades de mineradoras e de garimpeiros também trouxeram graves conseqüências ambientais, como a erosão do solo e a contaminação dos rios com mercúrio.

Mata Tropical Atlântica: Esse bioma vem sendo destruído desde o descobrimento do Brasil em 1500. A exploração do pau-brasil, o ciclo da cana de açúcar, o ciclo do ouro, a necessidade de novos espaços para agricultura e a pecuária foram motivos para a destruição de grandes áreas de Mata Atlântica. A expansão das cidades e da industrialização da sociedade brasileira tem promovido um processo desorientado de destruição que coloca esse ecossistema próximo a extinção. Do período colonial aos dias de hoje, as florestas da Mata Atlântica estão reduzidas a 7% de sua cobertura original, áreas específicas, como as florestas de Araucária, tem apenas 1% da cobertura remanescente.

Caatinga: é uma das regiões semi-áridas mais povoadas do mundo. A população humana está presente em todo o território da caatinga lutando para sobreviver em condições restritas em relação à disponibilidade de água. Desde a época do Brasil Colônia, esse ecossistema é explorado com o estabelecimento de fazendas de criação de gado. Para o combate à seca, foram construídos açudes para abastecer de água os homens, seus animais e suas lavouras. Essas iniciativas atraíram mais fazendas de criação de gado e estimulou projetos de irrigação sem o controle adequado. Com o tempo, a irrigação levou a salinização do solo, tornando a agricultura impraticável em algumas áreas. A vegetação nativa tem sofrido com o desmatamento para a produção de lenha e carvão vegetal para abastecer siderúrgicas e olarias da região.

Cerrado: ecossistema que tem sofrido muitas alterações pela ocupação humana. Um dos impactos ambientais mais graves foi à contaminação dos rios pelo mercúrio utilizado pelos garimpeiros e o assoreamento dos cursos de água pela extração de pedras preciosas. A atividade mineradora de grandes empresas, a expansão da agricultura e da pecuária se caracterizam por um modelo predatório e por isso representam os maiores ameaças para o Cerrado. A mineração degrada grandes áreas para a retirada dos minerais e para o despejo de resíduos produzidos. Além disso, estimula a produção de carvão vegetal aumentando as taxas de desmatamento de árvores do Cerrado. Com relação à agricultura, a monocultura intensiva de grãos e a pecuária extensiva de baixa tecnologia têm provocado impactos significativos nos solos e na cobertura vegetal natural. A utilização indiscriminada de fertilizantes e de agrotóxicos tem contaminado o solo e a água.

Pantanal: apresenta boa parte da região ainda inexplorada, entretanto nos últimos 20 anos, os problemas ambientais têm se agravado. A expansão das cidades é uma preocupação, pois algumas populações têm ocupado desordenadamente regiões mais altas, onde nascem a maioria dos rios. A atividade agrícola está prejudicando o solo e os cursos da água devido ao aumento da erosão do solo, assoreamento dos rios e a contaminação do ambiente pelo uso excessivo de agrotóxicos. Nos últimos anos, também causaram grande impacto o garimpo, a construção de hidrelétricas, o turismo desorganizado. A caça tem sido empreendida principalmente por ex-peões que, sem trabalho, passaram a integrar verdadeiras quadrilhas de caçadores de couro.

Campos: com um solo bastante fértil, esse ecossistema foi transformado em áreas de cultivo de arroz, milho, trigo e soja, às vezes em associação com a criação de gado ou ovelhas. Entretanto sem o preparo adequado, a atividade agrícola resultou em erosão e em outros problemas que se agravam progressivamente. Atualmente os campos, que já representaram 2,4% da cobertura vegetal do país e, em algumas regiões do Rio Grande do Sul, já é observado um processo de desertificação. Essa redução da vegetação original é uma das conseqüências da colonização de imigrantes alemães e italianos no inicio do século XX. Eles expandiram as suas plantações de milho, trigo e videira derrubando arvores gigantescas, como araucárias que foram usadas na construção de casas e móveis.

Costeiros: os ambientes naturais da costa brasileira tem sido prejudicados pelo crescimento dos grandes centros urbanos que levaram ao aumento da poluição, da especulação imobiliária sem planejamento e o enorme fluxo de turistas. A ocupação predatória vem ocasionando a devastação das vegetações nativas resultando entre outras coisas, à movimentação de dunas e até ao desabamento de morros. Outra ação danosa é o lançamento de esgoto no mar, sem qualquer tratamento, e as operações de terminais marítimos que com o derramamento de petróleo.

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